Educacional

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Ensino Fundamental II

Depois dos cinco anos iniciais do Ensino Fundamental, desvendando a vida, a escrita, a natureza, o corpo, o tempo, o espaço, a sociedade, os numerais, as formas, as dimensões, as linguagens, os costumes, as crenças, as religiões, a arte, a tecnologia, o trabalho, as diferenças, as evidências, as dúvidas, as ciências, as celebrações, o jeito de fazer, o lógico, o possível, o imediato, o futuro, os valores humanos, o crescimento de si próprio como dos outros é concluída a primeira fase do Ensino Fundamental. As aprendizagens construíram chãos, caminhos e certezas concretas para o estudante empreender a nova  jornada como aprendiz.

Ensino Fundamental II
É preciso avançar na compreensão de que o conhecimento está em constante construção e que as mudanças e as transformações são provocadas pelos desafios, pela curiosidade, pela diversidade, pela vontade, pelo desejo, pelas descobertas, pela solidariedade, pela comunicação, pelo estudo, pela pesquisa, pelo trabalho, pela convivência, pela fé, pelos movimentos culturais, políticos, sociais, econômicos, socioambientais... Agora, a relação do adolescente com a aprendizagem adquire outras abordagens, outras vias, outras exigências.

A adolescência é como descobrir o mundo pela segunda vez. É uma época de crises, mas também repleta de incríveis descobertas. É um período de mutação que começa com a puberdade e termina quando o indivíduo está apto a viver de maneira independente, a ser autônomo. É um período de estruturação mental que permite uma ruptura acentuada com a realidade concreta. É uma fase em que a consciência de si mesmo entra em crise, em que se procura afirmação por meio de um caos aparente e na qual se nega, ostensivamente, a forma de lidar com o tempo, com os sistemas lógicos e os de significação.

A evolução da inteligência supõe dois movimentos distintos e complementares:
•a construção de habilidades cognitivas cada vez mais abstratas, flexíveis e sistêmicas;
•a possibilidade de utilizá-las sempre em situações contextualizadas, com autonomia.

Em síntese, quanto mais a inteligência evolui, mais ela se torna abstrata, mas seu fio-terra, sua possibilidade de conectar-se ao chão lhe é vital, condição de saúde mental.

Na adolescência e juventude atuais, o processo de construção de identidade iniciado na infância torna-se particularmente crítico. São as referências socioculturais, locais e globais, o campo de escolhas que se apresenta ao sujeito, e dessa forma, amplia-se a esfera da liberdade pessoal e o exercício da decisão voluntária. A identidade é construída em um processo de aprendizagem, o que implica o amadurecimento da capacidade de integrar o passado, o presente e o futuro e também articular a unidade e continuidade de uma biografia individual.

Nesse contexto da vida dos estudantes de 6º ao 9º ano, o Colégio apresenta outra configuração para a organização curricular, também balizada nos pilares da pesquisa, da comunicação e da solidariedade, porém incluindo gradativamente, ano a ano, as alterações.

O currículo do Ensino Fundamental e Médio na LDB A - Lei Federal 9394/1996, em seu texto original, define que “os currículos do ensino fundamental e médio devem ter uma base nacional comum, a ser complementada, em cada sistema de ensino e estabelecimento escolar, por uma parte diversificada, exigida pelas características regionais e locais da sociedade, da cultura, da economia e da clientela”(art. 26).

O Ensino Fundamental tem por objetivo a formação básica, buscando o desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo, a compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade, o desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores e o fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social. O Ensino Religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação básica do cidadão e constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo (art. 32 a 34). Para nós, Maristas, o Ensino Religioso é uma das nossas prioridades na Formação Humana.

O Ensino Médio é considerado como etapa final da Educação Básica, com duração de três anos, tendo como finalidades a consolidação e o aprofundamento dos conhecimentos adquiridos no Ensino Fundamental, a preparação básica para o trabalho e a cidadania, para continuar aprendendo e ser capaz de se adaptar com flexibilidade a novas condições de ocupação ou aperfeiçoamento posteriores, o aprimoramento como pessoa humana, incluindo a formação ética e o desenvolvimento da autonomia intelectual e do pensamento crítico; e a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos, relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina.

Ao Ministério de Educação coube discutir e elaborar os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), praticados em todo país, e complementados com as propostas das Secretarias de Educação.

Nos Parâmetros, os conteúdos referentes a conceitos, procedimentos, valores, normas e atitudes estão presentes nos documentos tanto de Áreas quanto de Temas Trasnversais, por contribuírem para aquisição das capacidades definidas nos Objetivos Gerais do Ensino Fundamental.

No Arqui, temos também como referência as Matrizes Curriculares dos Colégios Maristas. Os elementos contidos em cada matriz auxiliam os professores quanto à organização da sua prática pedagógica:
•princípios gerais da área de estudo;
•competências transversais e gerais;
•formas de gestão dos conteúdos, indicadas pelas competências, pelas unidades didáticas e o convívio curricular;
•metodologia, sequências didáticas, blocos temáticos, aulas, recursos e materiais necessários;
•quadro curricular (tempo letivo por disciplina), organização dos horários;
•organização das áreas do conhecimento;
•opções da escola em termos de diversificação da oferta curricular, integração das atividades e dos componentes curriculares (disciplinas);
•aprendizagem, avaliação;
•glossários e referências bibliográficas também estão disponíveis como ponto de partida para compreensão dos textos apresentados.

Entre os Projetos de cada ano/série que são realizados durante todo o curso do Ensino Fundamental, figuram Estudos Culturais, Robótica, Estudos de Meio, Temas Transversais e Formação Pastoral.

Período Integral
As turmas do Integral têm atividades complementares ao período de aulas curriculares

Quadro de atividades e da rotina de estudos

•hora de almoço, de descanso, hora da lição de casa, do estudo pessoal, do estudo em grupo com monitores (orientação de estudos, oficinas), hora de atividades específicas (esportes e/ou inglês), hora da biblioteca, hora de navegar na internet, de assistir a um filme, hora da assembleia da turma, etc. Todos esses momentos são distribuídos ao longo da semana.
•especialmente para os estudantes que estão no último ciclo do Ensino Fundamental, no 8º e 9º ano, existe um Tempo para Tarefas, Estudo e Pesquisa – TTEP, na 2ª, 4ª e 6ª feira.

Equipe de trabalho
•uma professora e uma auxiliar acompanham os alunos durante os horários da semana;
•uma coordenadora e um assessor para supervisionar os trabalhos do Período Integral.

Opções no processo de Avaliação no Colégio Marista Arquidiocesano
É para dar funcionalidade às aprendizagens que o Colégio as avalia por objetivos didáticos, que são descritores de habilidades aplicadas à aprendizagem de conteúdos programáticos.

A avaliação nas atividades avaliativas e nos relatórios trimestrais é explicitada por notas de 0 (zero) a 10 (dez). Nos resultados trimestrais e finais, a escala numérica respeita intervalo de meio ponto (0,5). (cf. R.E./2008, artigo 49 e parágrafos 3º, 4º e 6º).

A nota que expressa a aprendizagem suficiente dos objetivos é igual ou maior que 7,0 (sete), considerando que:
•o aproveitamento de 70% em cada objetivo proposto significa a aprendizagem de procedimentos e conceitos suficientes para que o estudante alcance, no decorrer do curso ou até no ano subsequente, a abrangência prevista para a aprendizagem de cada objetivo do componente curricular e, por consequência, no próprio componente curricular;
•o aproveitamento indicado por nota menor do que 7,0 (sete) significa que a aprendizagem dos conceitos foi parcialmente suficiente ou insuficiente, e que os procedimentos aprendidos não foram assimilados de modo a garantir a consecução das metas estabelecidas nos objetivos, decorrendo deste diagnóstico a necessidade de remediação ou recuperação. A aprendizagem indicada por nota menor que 5,0 (cinco) aponta para um processo de recuperação com maior acompanhamento e a urgência de orientação aprofundada de reestudo.

Recuperação
O processo de recuperação pretende trabalhar com toda a gama de aprendizagens planejadas e explicitadas pelos objetivos. Como a aprendizagem objetiva que o estudante, além do domínio de conceitos, adquira a possibilidade de trabalhar com uma sequência de ações, a recuperação compreende aulas, roteiro de estudo ou estudo dirigido, registros e prova, para que estas habilidades sejam aprendidas e exercitadas (cf. R.E./2008, artigos 54, 55 e seus parágrafos).

Busca de excelência. Análise ao longo do processo. Síntese ao final
A nota de zero (0) a dez (10) em cada objetivo é somatória de provas, estudos dirigidos, tarefas de casa, produção por participações em projetos de pesquisa – para construção de referenciais teóricos e práticos do conhecimento – atitudes coerentes com o aprendizado, por meio de solução de problemas ou de propostas para solucioná-los. Portanto, a somatória dos pontos alcançados não considera apenas os instrumentos de avaliação -formais ou escritos - que põem à prova os conhecimentos dos estudantes, por meio de questões objetivas ou dissertativas, mas também o que o estudante faz sem a intervenção efetiva do professor, isto é, com independência e consciência de seu ofício de estudante, ao apresentar tarefas, registros etc. Neste sentido, não se justifica um patamar menor do que 7,0 (sete) ou menor do que 70% de aproveitamento nos estudos.

Fundamental frisar que ao longo dos trimestres letivos a ênfase é analítica e que a excelência na aprendizagem é buscada em cada um dos objetivos e que a visão globalizada - síntese do processo ensino-aprendizagem - se dá ao final do ano letivo, conforme preconiza a legislação pertinente e o nosso próprio Regimento Escolar. Avaliar a aprendizagem por medianas entre objetivos distintos é não dar consequência a um eventual diagnóstico de não aprendizagem e que deve, eticamente, ser remediada ou trabalhada em recuperação contínua ou paralela ao longo do ano letivo. Por isso, não calculamos a média das notas obtidas em cada componente e em cada trimestre.

Serviços de orientação das turmas e de representatividade dos alunos

O Professor Titular
Para cada turma o Colégio destina um professor para acompanhar mais de perto os estudantes para que constituam um grupo de trabalho com coleguismo, respeito e solidariedade. Esse educador exerce também o elo com as famílias, preside as reuniões com pais, coordena os Conselhos de Classe e atende às famílias e alunos em particular.

Alunos representantes da turma
Dois alunos e mais dois suplentes são eleitos pela turma para representarem os colegas em todas as atividades do Colégio e que envolvam os alunos. São também responsáveis para que as informações e recados dos colegas e dos professores sobre atividades, aprendizagens, comemorações, gincanas, feiras, bem como as sugestões e as reivindicações, cheguem aos interessados, favorecendo a comunicação entre todos, de modo eficaz.

Grêmio Estudantil
Os alunos podem formar chapas e concorrerem às eleições do Grêmio Estudantil, como também participar das suas assembleias.

Fotos de Ensino Fundamental Nível II